A concepção de linguagem a partir dos estudos do Círculo bakhtiniano tem sido objeto de discussões ou servido de auxílio para investigações em diferentes áreas do conhecimento. Entretanto, poucas áreas têm aprofundado esse conceito. A própria linguística, que tem como objeto de estudo a linguagem, pouco tem explorado tal concepção a partir desse viés. É nos estudos discursivos, aqueles que ultrapassam uma abordagem linguística estrita, e aí podemos incluir também os literários, que encontramos abordagens mais aprofundadas das colaborações bakhtinianas. A teoria dialógica do discurso tem-se mostrado rica no desenvolvimento de várias noções que se referem ao estudo da linguagem e essa orientação pode ser observada na dimensão com que Bakhtin se dedica ao funcionamento da língua, principalmente no romance. Embora seu objeto de estudo tenha sido sobretudo a linguagem, a abrangência dessa teoria ultrapassa qualquer noção estreita dos estudos da língua e configura-se como uma dimensão ...
Quem foi Millôr Fernandes? O gênio do humor brasileiro Se você gosta de rir e pensar ao mesmo tempo, precisa conhecer Millôr Fernandes. Ele foi um daqueles brasileiros que parecem ter vivido várias vidas em uma só: escritor, cartunista, jornalista, dramaturgo, tradutor e, acima de tudo, humorista genial. Um pouco da história Millôr nasceu no Rio de Janeiro em 1923 e, desde cedo, já mostrava talento para o desenho e para a escrita. Ele começou sua carreira em revistas como O Cruzeiro , e nunca mais parou de provocar risadas e reflexões. Mas Millôr não era só piadista. Seu humor vinha sempre acompanhado de crítica social e política. Ele dizia coisas que ninguém tinha coragem de falar, e fazia isso de forma inteligente e bem-humorada. O Pasquim: resistência em forma de humor Nos anos 1970, durante a ditadura militar, Millôr foi um dos fundadores do jornal O Pasquim , ao lado de Jaguar, Ziraldo e outros grandes nomes. Era um jornal satírico que usava humor e ironia para criticar os ...
Rachel de Queiroz foi uma autora que deu voz ao sertão e às mulheres brasileiras, tornando-se um símbolo da literatura nacional. Rachel de Queiroz (1910 – 2003) foi uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Cearense de Fortaleza, destacou-se desde muito jovem na literatura, tornando-se uma voz marcante do chamado Romance de 30, movimento literário que abordava a vida do povo nordestino, suas lutas e injustiças sociais. Em 1930, com apenas 20 anos, publicou seu primeiro romance, O Quinze , que retrata a seca devastadora de 1915 no sertão do Ceará. A obra foi um sucesso imediato e colocou Rachel no cenário nacional. Além de romancista, foi jornalista, tradutora, dramaturga e cronista. Escreveu em jornais importantes como O Cruzeiro e O Estado de S. Paulo , onde manteve colunas por décadas. Rachel também abriu caminhos: Foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1977. Recebeu o Prêmio Camões , em 1993, o maior prêmio literário da língua port...
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