terça-feira, 21 de abril de 2026
Trata-se de uma expressão correta, educada e bastante comum na comunicação formal. Ainda assim, muita gente fica em dúvida sobre dois pontos: como usá-la e se ela deve vir acompanhada de vírgula.
Neste artigo, você vai entender isso de forma simples.
O que significa “desde já”?
A expressão “desde já” tem o sentido de “a partir de agora”, mas, na prática, costuma ser usada com valor de antecipação.
Por isso, quando alguém escreve:
Desde já, agradeço a atenção. O que está dizendo é algo como:
Agradeço antecipadamente a atenção.
É uma maneira cortês de demonstrar consideração antes mesmo de receber a resposta, a ajuda ou o atendimento solicitado.
“Desde já” tem vírgula?
Na maioria dos casos, sim, recomenda-se o uso da vírgula, especialmente quando a expressão aparece no início ou no meio da frase.
Isso acontece porque “desde já” funciona como um elemento de valor adverbial e pode ser isolado por vírgulas para deixar a leitura mais clara e natural.
Quando “desde já” aparece no início da oração
Nessa posição, o uso da vírgula é o mais recomendado:
- Desde já, agradeço a atenção dispensada.
- Desde já, agradeço a compreensão de todos.
- Desde já, agradeço a oportunidade que me foi dada.
Esse uso é muito frequente em textos formais e transmite um tom educado e organizado.
Quando “desde já” aparece no meio da oração
Nesse caso, a expressão também pode ficar entre vírgulas:
- Agradeço, desde já, a atenção dispensada.
- Agradeço, desde já, a compreensão de todos.
- Agradeço, desde já, a oportunidade que me foi dada.
As vírgulas ajudam a destacar a expressão e tornam a frase mais clara.
Quando a expressão vem no final da frase, normalmente não se usa vírgula para separá-la:
- Aguardo a sua resposta e agradeço desde já.
- Aguardo retorno e agradeço desde já.
- Esperando ser atendido, agradeço desde já.
Nessa posição, a leitura já flui naturalmente sem necessidade de isolamento.
A vírgula é obrigatória?
Aqui vale uma observação importante: embora o uso da vírgula seja geralmente recomendado, especialmente em textos mais formais, em alguns casos ela pode aparecer omitida sem que isso seja considerado erro grave.
Por isso, também é comum encontrar frases como:
- Desde já agradeço a atenção dispensada.
- Desde já agradeço a compreensão de todos.
- Desde já agradeço a oportunidade que me foi dada.
Essas construções são bastante usadas, sobretudo em mensagens rápidas e e-mails do dia a dia. Ainda assim, em textos mais cuidados e formais, a forma com vírgula costuma ser preferível.
“Desde já” é formal demais?
Não necessariamente. A expressão é mais frequente em contextos formais, mas continua sendo bastante usada em situações comuns do cotidiano, especialmente quando a pessoa quer soar educada e respeitosa.
Mesmo assim, em mensagens muito curtas ou informais, ela pode parecer um pouco mais séria do que o necessário. Nesses casos, formas mais simples, como “obrigado pela atenção” ou “agradeço desde agora”, podem soar mais naturais, dependendo do contexto.
Saber distinguir essas palavras é importante para evitar erros comuns e escrever com mais clareza.
A forma a, sem acento, pode ser usada principalmente como artigo definido feminino ou como preposição.
1. A como artigo definido
Nesse caso, a palavra acompanha um substantivo feminino e o determina.
Exemplos:
- a mãe
- a amiga
- a bola
- a verdade
- a despedida
Como preposição, a pode indicar direção, tempo, modo, distância, finalidade e outras relações.
Exemplos:
- vou a pé
- entreguei o presente a ela
- pagamento a prazo
- chegarei daqui a pouco
- estamos a dois quilômetros do centro
Quando usar á?
A forma á, com acento agudo, não é usada sozinha. Ela aparece apenas dentro de palavras, marcando a sílaba tônica.
Exemplos:
- água
- árvore
- águia
- sabiá
- sinhá
Ou seja: escrever á isoladamente, como se fosse uma palavra independente, está errado.
Esse é um ponto que costuma confundir muita gente. Na prática, quando você estiver escrevendo uma palavra sozinha, quase nunca vai usar á. O mais comum é encontrar essa letra apenas dentro de outras palavras.
Quando usar à?
A forma à, com acento grave, indica a ocorrência de crase. A crase acontece quando existe a junção de duas vogais iguais, geralmente:
a preposição a + o artigo feminino a
Isso forma à.
Exemplo:
Vou à escola. ( pense quem vai, vai a algum lugar. Escola aceita artigo: a escola).
por isso: a + a = à
Casos comuns de uso de à
- à tarde
- à noite
- à esquerda
- à vista
- à medida que
- à custa de
- Agradeci à professora.
- Referi-me à mudança.
- Fui à praia.
- Pertence à equipe.
3. Na indicação de horas exatas
- à meia-noite
- à uma da tarde
- às quatro horas
- às 17h
- às 20h
Também ocorre crase nestes casos:
- àquele
- àquela
- àquilo
- àqueles
- àquelas
Exemplos:
- Refiro-me àquele assunto.
- Não dei atenção àquilo.
Quando não usar à?
Não se usa crase antes de:
- palavras masculinas
- verbos
- pronomes em muitos casos
- palavras femininas usadas de forma indefinida
Exemplos:
- andar a cavalo
- comecei a estudar
- entreguei a ela
- fui a uma festa
Uma dica prática bastante conhecida é esta: se você puder trocar a expressão por uma equivalente masculina e aparecer ao, então provavelmente haverá crase no feminino.
Exemplo:
- Vou à escola.
- Vou ao colégio.
Se no masculino aparece ao, no feminino tende a aparecer à.
Quando usar há?
Há, com h, é uma forma do verbo haver. Nesse caso, ele é usado principalmente em dois sentidos: existência e tempo passado.
1. Com sentido de existir
- Há comida na geladeira.
- Há uma festa na rua.
- Há muitas pessoas na fila.
Nesses casos, há pode ser trocado por existe ou existem, embora o verbo haver, com sentido de existir, fique sempre no singular.
2. Para indicar tempo passado
Há muitos anos não te via.
- Estou esperando há vinte minutos.
- Moro aqui há dois anos.
Quando surgir a dúvida, vale observar o contexto da frase. Pergunte-se: estou falando de tempo passado, de emoção, de crase, de artigo ou de preposição? Essa análise simples já resolve a maior parte dos casos.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
A palavra kilo, sozinha, não está correta na norma-padrão da língua portuguesa quando usada no lugar de quilo.
O certo é quilo
A forma quilo é a versão reduzida de quilograma, que é a unidade de medida de massa equivalente a mil gramas.
Por isso, quando alguém diz:
- Comprei um quilo de arroz.
- Ela perdeu dois quilos.
Está usando a palavra corretamente.
Já o símbolo kg também está certo, porque essa é a forma oficial usada no Sistema Internacional de Unidades.
Então posso usar “quilo” e “kg”?
Sim. As duas formas estão corretas, mas são usadas em situações diferentes:
quilo: forma por extenso, mais comum em frases e textos correntes;
kg: símbolo, muito usado em etiquetas, receitas, balanças, tabelas, embalagens e contextos mais objetivos.
Exemplos:
- Comprei um quilo de carne.
- O pacote pesa 1 kg.
- O bebê estava com doze quilos.
Com isso, fica bem mais fácil evitar esse erro e escrever com mais segurança.
Mais do que um simples continuador de Greimas, Denis Bertrand ajudou a mostrar que a semiótica não se limita à análise de estruturas abstratas. Em sua obra, o estudo do sentido aparece ligado à literatura, à experiência sensível, aos discursos sociais e políticos e, mais recentemente, até às relações entre humanos e animais. Essa amplitude é uma das marcas mais interessantes de sua trajetória intelectual. (Fabrique do Literário)
Formação e vínculo com a tradição greimasiana
Denis Bertrand pertence à geração de pesquisadores que deram continuidade à chamada Escola de Semiótica de Paris, fortemente influenciada por Greimas. Seu nome aparece associado a teses orientadas na área de semiótica em Paris 8, além de intervenções acadêmicas que mostram sua inserção direta nessa tradição teórica. (OpenEdition Journals)
Isso é importante porque situa Bertrand não apenas como leitor de Greimas, mas como um intelectual que participou do desenvolvimento posterior da semiótica discursiva, ajudando a ampliar seus objetos, seus métodos e seu diálogo com outras áreas do saber. Em vez de repetir mecanicamente o modelo greimasiano, ele contribuiu para renová-lo, especialmente no campo da literatura e da enunciação. Essa orientação aparece tanto em sua produção bibliográfica quanto em sua atuação em congressos e coletâneas da área.
Atuação universitária e institucional
Denis Bertrand foi professor de Literatura Francesa e Semiótica do discurso na Université Paris 8 Vincennes–Saint-Denis, onde consolidou sua carreira acadêmica e formou pesquisadores. Seu nome também aparece associado ao Nouveau Collège d’études politiques, iniciativa interuniversitária ligada a Paris 8 e Paris Nanterre.
Além da atividade docente, Bertrand teve importante participação institucional na semiótica francesa. Ele atuou como presidente da Association Française de Sémiotique, o que mostra não apenas seu prestígio intelectual, mas também seu papel na organização e difusão da pesquisa semiótica em âmbito acadêmico. Em materiais da própria associação, seu nome aparece ligado à coordenação de congressos, homenagens e publicações relevantes para o campo. (AFSemio)
Temas de pesquisa
As pesquisas de Denis Bertrand transitam por diferentes campos, mas convergem em torno de uma questão central: como o sentido se constrói nos discursos. Seus trabalhos dialogam com:
- a semiótica literária;
- a enunciação;
- os discursos estéticos;
- os discursos sociais e políticos;
- as relações entre sensível, linguagem e significação;
- e, em anos mais recentes, a zoossemiótica e as formas de existência coletiva entre humanos e não humanos.
Esse último ponto chama bastante atenção. Nos trabalhos mais recentes organizados por Bertrand, percebe-se um interesse crescente por questões ligadas ao mundo animal, à extensão da enunciação e às formas de sociabilidade entre os viventes. Isso mostra como sua produção não permaneceu restrita ao núcleo clássico da semiótica literária, mas avançou para debates contemporâneos sobre ética, cultura e formas de vida. (Fábula)
Uma obra importante para quem estuda semiótica
Entre seus livros mais conhecidos no Brasil está Caminhos da semiótica literária, publicado em tradução portuguesa pela EDUSC. A obra se tornou bastante conhecida entre estudantes e pesquisadores por apresentar, de modo organizado e didático, conceitos fundamentais da semiótica aplicados à leitura do texto literário. Ela é frequentemente lembrada quando se busca uma introdução consistente à vertente greimasiana. A bibliografia acadêmica do pesquisador também registra seu Précis de sémiotique littéraire como obra de referência. (OpenEdition Journals)
Além disso, Denis Bertrand participou da organização de diversos volumes e dossiês. Entre eles, destacam-se trabalhos ligados à zoossemiótica e às existências coletivas, como La parole aux animaux. Conditions d’extension de l’énonciation (2018) e Existences collectives (2023), ambos vinculados à plataforma Fabula.
Também aparecem associados ao seu nome projetos editoriais e coletivos como Greimas aujourd’hui : l’avenir de la structure, relacionado ao centenário de Greimas, e outros trabalhos recentes em torno de mediação, desacordo, violência e política, o que confirma a diversidade e a atualidade de seus interesses.
Por que Denis Bertrand é importante?
Denis Bertrand é importante porque representa uma ponte entre a herança de Greimas e as reformulações mais recentes da semiótica. Seu trabalho ajuda a entender que a semiótica não serve apenas para “encaixar” textos em esquemas, mas para pensar de forma mais profunda a experiência do sentido, a dinâmica dos discursos e a relação entre linguagem, cultura e sensibilidade. Essa projeção aparece tanto em sua produção teórica quanto em sua presença contínua em debates, coletâneas e congressos da área.
Para quem pesquisa literatura, análise do discurso ou semiótica discursiva, Denis Bertrand é um autor especialmente relevante. Sua escrita ajuda a aproximar teoria e leitura, conceito e interpretação, estrutura e experiência. Em outras palavras, ele é um daqueles pensadores que mostram que a semiótica pode ser rigorosa sem deixar de ser sensível ao texto. Essa caracterização é uma síntese interpretativa minha, baseada no conjunto de sua atuação e de seus temas recorrentes.
Homenagens e reconhecimento
A relevância de Denis Bertrand no campo também pode ser percebida pelas homenagens acadêmicas que recebeu. Em 2019, foi publicada em sua homenagem a obra coletiva Sens à l’horizon !, sinal de reconhecimento por parte da comunidade científica. Esse tipo de tributo costuma ser reservado a pesquisadores cuja contribuição ultrapassa a produção individual e marca de forma duradoura uma área de estudos.
Quando se fala em semiótica, um dos nomes mais importantes do século XX é, sem dúvida, Algirdas Julien Greimas. Nascido em 9 de março de 1917, em Tula, na então Rússia, e falecido em 27 de fevereiro de 1992, em Paris, Greimas foi um intelectual de origem lituana que construiu boa parte de sua obra em francês e se tornou uma referência central nos estudos da significação, da narrativa e da análise do sentido.
Mas Greimas não foi importante apenas por sua biografia internacional. Ele se destacou sobretudo porque ajudou a transformar a semiótica em um campo teórico sólido, oferecendo instrumentos de análise que até hoje são usados nos estudos de textos literários, discursos, narrativas, imagens e produções culturais em geral. Entre suas contribuições mais conhecidas estão o quadrado semiótico, o modelo actancial, a noção de isotopia e o programa narrativo.
Formação e primeiros estudos
Greimas estudou Direito na Universidade Vytautas Magnus, na Lituânia, e depois seguiu para a França, onde estudou Linguística na Universidade de Grenoble, entre 1936 e 1939. Nesse período, aprofundou-se em estudos de dialetologia e filologia, áreas que lhe deram uma base rigorosa para suas futuras investigações sobre linguagem e significação. Em 1939, precisou retornar à Lituânia para cumprir o serviço militar.
Em 1944, voltou à França e ingressou na Sorbonne, em Paris, para realizar seus estudos de pós-graduação. Ali, especializou-se em lexicografia e desenvolveu uma tese sobre o vocabulário da moda, concluída no final da década de 1940. Essa fase foi decisiva, porque mostra que seu interesse inicial estava profundamente ligado à organização do léxico e à estrutura do sentido — algo que depois desembocaria em sua grande elaboração teórica no campo da semiótica.
Início da carreira acadêmica
A carreira docente de Greimas começou em Alexandria, no Egito, onde lecionou em uma instituição francesa e participou de um ambiente intelectual bastante fértil, marcado pelo diálogo com pesquisadores de diferentes áreas. Foi também nesse contexto que ele entrou em contato com nomes importantes do pensamento francês, entre eles Roland Barthes, com quem manteria proximidade intelectual por muitos anos.
Mais tarde, lecionou em universidades de Ancara e Istambul, na Turquia, e também em Poitiers, na França, até se estabelecer definitivamente em Paris. Esse percurso internacional ajuda a entender a amplitude de sua formação e o modo como seu pensamento foi sendo consolidado em diálogo com diferentes tradições acadêmicas.
Greimas e a Escola de Semiótica de Paris
Foi a partir da década de 1960, especialmente com sua atuação na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), em Paris, que Greimas se firmou como um dos principais nomes da semiótica contemporânea. Ali, ele ensinou por quase 25 anos e participou ativamente da consolidação da chamada Escola de Semiótica de Paris, ligada à linguística estrutural e à teoria da significação.
Greimas não apenas deu continuidade ao estruturalismo linguístico: ele ampliou esse horizonte, propondo uma teoria capaz de explicar como o sentido se organiza e como as narrativas funcionam em níveis mais profundos. Por isso, sua obra se tornou fundamental para estudiosos da literatura, da comunicação, da linguística, da filosofia da linguagem e da análise do discurso.
Principais contribuições teóricas
Se você já estudou semiótica discursiva, provavelmente já encontrou algum conceito criado ou desenvolvido por Greimas. Entre os mais importantes, destacam-se:
- quadrado semiótico, que ajuda a representar relações lógicas e semânticas entre termos;Além disso, Greimas também se dedicou a pesquisas sobre a mitologia lituana e a religião protoindo-europeia, mostrando que seu interesse intelectual ultrapassava os limites da linguística e alcançava dimensões culturais e antropológicas.
Obras importantes
Entre as obras mais conhecidas de Greimas, costumam ser destacadas:
Sémantique structurale (1966);
Du sens (1970);
Du sens II (1983).
Esses trabalhos ajudaram a consolidar sua posição como um dos grandes formuladores da semiótica moderna e continuam sendo referência obrigatória para quem deseja compreender a construção do sentido nos textos e nos discursos. (Signo Semio)
Últimos anos e legado
Greimas morreu em Paris, em 1992, e foi sepultado no Cemitério de Petrašiūnai, em Kaunas, na Lituânia, no mesmo local em que sua mãe foi enterrada. Sua trajetória pessoal foi marcada também pelos impactos históricos e políticos do século XX sobre sua família.
Seu legado, porém, permanece extremamente vivo. Greimas continua sendo uma leitura indispensável para quem se interessa por semiótica, narrativa, análise do discurso e teoria da significação. Ler Greimas é, em grande medida, aprender a perguntar não apenas o que um texto diz, mas como ele produz sentido.
domingo, 19 de abril de 2026
As duas palavras existem, estão corretas e podem aparecer em situações bem diferentes do dia a dia. O problema é que muita gente acaba confundindo as duas na hora de escrever.
Neste post, você vai entender de forma simples quando usar cada uma.
A palavra poça é um substantivo feminino. Ela é usada para indicar uma pequena quantidade de água ou outro líquido acumulado em algum lugar.
Na prática, é aquela água que fica parada no chão depois da chuva, por exemplo.
- Cuidado para não pisar na poça de água.
- Depois da chuva, a rua ficou cheia de poças.
- O copo caiu e deixou uma poça de leite no chão.
A palavra possa vem do verbo poder.
Ela é usada em frases que indicam possibilidade, desejo, hipótese ou expectativa.
- Espero que você possa vir amanhã.
- Tomara que ele possa resolver isso logo.
- É importante que eu possa falar com calma.
Nesse caso, possa é uma forma verbal. Ela aparece, por exemplo, em construções como: que eu possa; que ele possa.
Então, se a frase estiver ligada ao verbo poder, o correto é escrever possa, com ss.
Além da diferença de sentido, muita gente também percebe diferença na pronúncia:
poça costuma ter som fechado em muitas falas;
possa costuma ter som mais aberto.
Mas o mais importante, na hora da escrita, não é decorar a pronúncia, e sim entender o sentido da frase.
Você já ficou em dúvida na hora de escrever concerto ou conserto?
Se sim, fique tranquilo: essa é uma confusão muito comum na língua portuguesa.
As duas palavras existem, estão corretas, mas têm sentidos bem diferentes. O segredo é prestar atenção ao contexto. Depois que você entende a lógica, fica bem mais fácil nunca mais errar.
Quando usar concerto
A palavra concerto, com c, está ligada, em geral, à ideia de apresentação musical.
É aquela apresentação de músicos, orquestras, cantores ou instrumentistas para um público.
Exemplos:
- Fui a um concerto de música clássica no fim de semana.- A cidade vai receber um concerto especial no teatro municipal.
- Os alunos participaram de um concerto de encerramento do semestre.
Sempre que a palavra estiver relacionada a música, show instrumental, orquestra ou algo parecido, o correto costuma ser concerto com c.
Quando usar conserto
Já conserto, com s, tem o sentido de reparar, arrumar, corrigir algo que está com defeito ou com problema.
É a palavra que usamos quando falamos de algo quebrado, danificado ou que precisa ser ajustado.
Exemplos:
- O celular foi levado para o conserto.- Meu carro ainda está no conserto.
- A costureira fez o conserto da barra da calça.
- O técnico terminou o conserto da geladeira.
Ou seja: se a ideia for arrumar, reparar, ajeitar, use conserto com s.
Um jeito simples de lembrar
Uma dica prática para não esquecer é esta:
Concerto → lembra cantor, cantar, composição, culturaConserto → lembra sertar no sentido de acertar, reparar
Não é uma regra gramatical, claro, mas ajuda bastante na memória.
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