Como identificar um adjunto adnominal na frase?
A dúvida sobre adjunto adnominal aparece com frequência em provas, porque ele pode surgir de várias formas: como adjetivo, locução adjetiva, pronome, artigo ou numeral. Para acertar esse tipo de questão, o segredo é observar se o termo destacado está acompanhando um substantivo e acrescentando a ele alguma característica, ideia de posse, quantidade, especificação ou determinação.
Em qual alternativa o termo destacado é adjunto adnominal?
- A) Gosto de música clássica.
- B) Ele mora em São Paulo.
- C) Comprei um livro novo.
- D) O aluno falou calmamente.
O que é adjunto adnominal?
O adjunto adnominal é um termo da oração que acompanha um substantivo para determiná-lo, caracterizá-lo ou especificá-lo. Ele não aparece sozinho: sua função é sempre estar ligado a um nome.
Em outras palavras, o adjunto adnominal ajuda a completar a ideia de um substantivo, indicando algo sobre ele. Pode mostrar qualidade, posse, quantidade, matéria, origem, finalidade ou simples determinação.
Veja alguns exemplos simples:
- O aluno chegou cedo.
- Comprei dois livros.
- A casa antiga foi reformada.
- Meu caderno de matemática sumiu.
- Aquela professora explicou bem.
Nos exemplos acima, os termos destacados acompanham substantivos: aluno, livros, casa, caderno e professora. Por isso, funcionam como adjuntos adnominais.
Analisando a alternativa correta
Na alternativa C, temos a frase:
Comprei um livro novo.
Nessa frase, o substantivo principal é livro. O termo novo acompanha esse substantivo e indica uma característica dele. A pergunta que podemos fazer é:
Que tipo de livro?
A resposta é: livro novo. Portanto, novo é um adjetivo que caracteriza o substantivo livro. Nesse caso, ele exerce a função sintática de adjunto adnominal.
Além disso, a palavra um também acompanha o substantivo livro, determinando-o. Portanto, em uma análise mais completa, um e novo funcionam como adjuntos adnominais de livro.
Por que a alternativa A pode confundir?
A alternativa A diz:
Gosto de música clássica.
A expressão música clássica realmente contém um termo que caracteriza um substantivo. A palavra clássica acompanha música e, isoladamente, pode ser entendida como adjunto adnominal.
No entanto, em questões desse tipo, é necessário observar com cuidado qual termo está sendo considerado como destacado. Se o destaque envolver toda a expressão de música clássica, ela estará ligada ao verbo gostar, pois quem gosta, gosta de alguma coisa. Nesse caso, a expressão funciona como complemento do verbo, não como adjunto adnominal.
Por isso, essa alternativa exige atenção. Dentro da expressão há uma relação nominal, mas a função da estrutura maior na oração está ligada ao verbo gostar. A alternativa mais segura e direta para adjunto adnominal é a letra C, pois novo caracteriza claramente o substantivo livro.
Por que a alternativa B está errada?
A alternativa B apresenta a frase:
Ele mora em São Paulo.
A expressão em São Paulo indica lugar. Ela está ligada ao verbo morar, informando onde a pessoa mora.
Portanto, não temos aqui um termo caracterizando um substantivo. O termo destacado indica uma circunstância de lugar relacionada ao verbo. Por isso, a função sintática é de adjunto adverbial de lugar, e não de adjunto adnominal.
Uma dica importante: quando o termo responde a perguntas como onde?, quando?, como?, por quê? ou com que intensidade?, geralmente estamos diante de uma função adverbial, não adnominal.
Por que a alternativa D está errada?
A alternativa D diz:
O aluno falou calmamente.
A palavra calmamente modifica o verbo falou. Ela indica o modo como o aluno falou.
Podemos perguntar:
Como o aluno falou?
A resposta é: calmamente. Portanto, esse termo exerce a função de adjunto adverbial de modo. Ele não acompanha um substantivo; acompanha a ideia expressa pelo verbo.
Essa é uma diferença essencial: o adjunto adnominal acompanha nomes; o adjunto adverbial acrescenta circunstâncias ao verbo, ao adjetivo ou a outro advérbio.
Adjunto adnominal e adjunto adverbial: cuidado com a semelhança dos nomes
Muita gente se confunde porque os dois termos começam com a palavra adjunto. No entanto, eles exercem funções diferentes.
O adjunto adnominal está ligado ao nome, principalmente ao substantivo. Já o adjunto adverbial está ligado à ideia de circunstância, geralmente relacionada ao verbo.
- Livro novo: novo caracteriza livro. É adjunto adnominal.
- Falou calmamente: calmamente indica como falou. É adjunto adverbial.
- Mora em São Paulo: em São Paulo indica onde mora. É adjunto adverbial.
- Casa de madeira: de madeira especifica casa. É adjunto adnominal.
A diferença principal está no alvo do termo. Se ele acompanha um substantivo, pense em adjunto adnominal. Se ele indica circunstância de uma ação, pense em adjunto adverbial.
Quais classes de palavras podem ser adjunto adnominal?
O adjunto adnominal não aparece apenas como adjetivo. Ele pode ser formado por diferentes classes de palavras, desde que estejam acompanhando um substantivo.
Veja algumas possibilidades:
- Artigo: O menino saiu.
- Adjetivo: Menino inteligente.
- Pronome: Meu livro caiu.
- Numeral: Três alunos faltaram.
- Locução adjetiva: Mesa de vidro.
O ponto central não é apenas a classe gramatical da palavra, mas a função que ela exerce dentro da frase. Se está ligada ao substantivo para determiná-lo ou caracterizá-lo, provavelmente é adjunto adnominal.
Como identificar o substantivo principal?
Para encontrar o adjunto adnominal, primeiro é preciso localizar o substantivo da expressão. Depois, observe quais palavras estão ao redor dele acrescentando alguma informação.
Na expressão um livro novo, o substantivo é livro. A palavra um determina o substantivo, e a palavra novo o caracteriza.
Podemos representar assim:
um = adjunto adnominal
livro = substantivo
novo = adjunto adnominal
Esse tipo de análise ajuda muito em provas, porque evita que o estudante olhe apenas para o significado geral da frase. A análise sintática exige observar a relação entre os termos.
Resumo da questão
A alternativa correta é a letra C, porque em “Comprei um livro novo” o termo novo acompanha e caracteriza o substantivo livro.
Nas demais alternativas, os termos destacados não exercem essa função de forma direta: São Paulo indica lugar; calmamente indica modo; e a expressão da alternativa A pode confundir porque se relaciona ao verbo gostar, dependendo do trecho destacado.
C) Comprei um livro novo.
Como achar padrões e não se confundir mais?
Para identificar o adjunto adnominal com mais segurança, procure primeiro o substantivo. Depois, pergunte: há alguma palavra determinando, caracterizando ou especificando esse substantivo? Se houver, provavelmente você encontrou um adjunto adnominal.
Um padrão muito comum é a estrutura:
artigo + substantivo + adjetivo
Veja:
- O menino esperto respondeu à pergunta.
- A casa antiga foi vendida.
- Um livro interessante estava sobre a mesa.
- A professora dedicada corrigiu as provas.
Nesses casos, os artigos e os adjetivos acompanham os substantivos. Por isso, funcionam como adjuntos adnominais.
Outro padrão importante aparece com expressões iniciadas por de, quando elas especificam um substantivo:
- anel de ouro
- casa de campo
- livro de história
- mesa de madeira
Perceba que essas expressões não indicam uma circunstância do verbo. Elas dizem algo sobre o substantivo: que tipo de anel, casa, livro ou mesa é. Por isso, podem funcionar como adjuntos adnominais.
Agora compare com estes exemplos:
- Ele chegou de manhã.
- Ela viajou de ônibus.
- O aluno respondeu com calma.
- Pedro mora em Recife.
Aqui, os termos destacados indicam tempo, meio, modo e lugar. Eles não caracterizam um substantivo. Portanto, são adjuntos adverbiais.
Uma dica prática é esta: se o termo responde a qual?, que tipo de?, de quem? ou quantos?, ele pode ser adjunto adnominal. Se responde a onde?, quando?, como? ou por quê?, provavelmente é adjunto adverbial.
Em resumo: o adjunto adnominal olha para o substantivo; o adjunto adverbial olha para a circunstância. Guardar essa diferença já resolve grande parte das questões desse tipo.
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