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Mostrando postagens de janeiro, 2022

O Primo Basílio: Resumo da Obra

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CAPÍTULO I “Tinham dado onze horas no cuco da sala de jantar. Jorge fechou o volume de Luís Figuier que estivera folheando devagar, estirado na velha voltair de marroquim escuro, espreguiçou-se, bocejou e disse:  - Tu não te vais vestir, Luísa? - Logo. Ficara sentada à mesa a ler o Diário de Notícias, no seu roupão de manhã de fazenda preta, bordado a sutache, com largos botões de madrepérola; o cabelo louro um pouco desmanchado, com um tom seco do calor do travesseiro, enrolava-se, torcido no alto da cabeça pequenina, de perfil bonito; a sua pele tinha a brancura tenra e láctea das louras; com o cotovelo encostado à mesa acariciava a orelha, e, no movimento lento e suave dos seus dedos, dois anéis de rubis miudinhos davam cintilações escarlates. Tinham acabado de almoçar. Leia também: O Primo Basílio (Com biografia do autor e índice activo) A sala esteirada, alegrava, com o seu teto de madeira pintado a branco, o seu papel claro de ramagens verdes. Era em julho, um domingo, fazia ...

Língua Portuguesa: O que são Orações Subordinadas Substantivas?

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Aprenda hoje sobre as Orações Subordinadas Substantivas. As sentenças ou orações subordinadas, ao contrário das sentenças coordenadas, são dependentes entre si, de modo que uma se subordina a outra, para complementação ou determinação de seu sentido.  Exemplo: - É necessário que todos os alunos realizem a inscrição. Ao ser feito o desmembramento das orações, têm-se: Oração 1: É necessário Oração 2: [que] todos os alunos realizem a inscrição. Constate que a primeira oração (chamada de “principal”) precisa de complementação: “É necessário o quê?”. Dessa maneira, “que todos os alunos realizem a inscrição” funciona como termo integrante da principal. Vale destacar que, nesse caso, a referida integração é feita por meio da conjunção subordinativa “que”. Veja também:  Funcionalismo e cognitismo na sintaxe do português: uma proposta de descrição e análise de orações subordinadas substantivas para o ensino As orações subordinadas se dividem em: substantivas (quando exercem a função d...

Filosofia: O que é Catarse Segundo Aristóteles

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Segundo Aristóteles , filósofo grego, a Catarse é o meio através do qual o Homem purifica sua alma, através da representação trágica. Para ele, a tragédia é um estilo derivado da poética dramática, e consiste na reprodução de ações nobres, por intermédio de atores, os quais imitam no palco as desventuras dos heróis trágicos que, por escolhas mal realizadas, passam da felicidade para a infelicidade, provocando na platéia sentimentos de terror e piedade, purgando assim as emoções humanas. Leia também: Cena E Ficção Em Aristóteles: Uma Leitura Da Poética Desta forma, não basta que pessoas boas repentinamente atravessem a ponte que leva da graça para a desgraça, nem que seres maus encontrem a desdita; enfim, qualquer revés da sorte que atingir pessoas comuns não suscitará nas testemunhas destes eventos os sentimentos necessários para desencadear uma descarga emocional. Este mecanismo apenas surte efeito quando os acontecimentos giram em torno de personagens extraordinários que causam, atr...

Filosofia: Francis Bacon e o método indutivo

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Francis Bacon (1561 – 1626) foi um teórico que exerceu grande influência nos paradigmas científicos que marcaram a sociedade industrial. Contrariando a visão transcendental e a razão sem comprovação, Bacon defendeu em seus trabalhos o uso da experiência e do método indutivo como critérios válidos para a aceitação de qualquer conhecimento. Com a intenção de criar uma nova filosofia e ciência, Bacon desenvolveu tratados críticos e metodológicos, lançando as bases para sua empreitada que, segundo ele, proporcionariam o domínio da realidade. Leia também: Da proficiência e o avanço do conhecimento divino e humano Ao contrário de Descartes , Francis Bacon mesclou sua vida entre a contemplação filosófica e a agitação da vida política. Ele acreditava que a dedicação exagerada aos estudos, sem uma finalidade prática, era pura vaidade acadêmica e que os estudos não poderiam ser um fim em si mesmo. Para ele os verdadeiros sábios são capazes de utilizar os conhecimentos de maneira prática, indica...

Filosofia: Conheça as ideias de Walter Benjamin

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Walter Benjamin é um dos filósofos mais significativos da modernidade, somente reconhecido enquanto tal após sua trágica morte, durante a fuga das forças nazistas. Em vida ele era respeitado enquanto intelectual apenas em seu círculo de pensadores, como Ernst Bloch e T. W. Adorno , que tomou a iniciativa de editar toda sua obra postumamente. Benjamin discorreu principalmente sobre a Arte, particularmente em seu texto A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica , no qual ele defende uma visão materialista, segundo a qual toda produção artística é circundada por uma certa ‘aura’ , que revela sua singularidade. Veja também:  Magia e Técnica, Arte e Política. Ensaios Sobre Literatura e História da Cultura - Volume 1. Série Obras Escolhidas de Walter Benjamin Com o advento de produtos culturais de massa como o cinema , que implicam na reprodutibilidade da arte, esta ‘aura’ se dilui nas cópias produzidas e, assim, destrói a qualidade de objeto único e individual da qual a ...

Filosofia: O que Estuda a Filosofia da linguagem

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Filosofia da linguagem é uma parte da filosofia preocupado com as quatro questões fundamentais da linguagem, e as questões derivadas delas sendo: 1. A natureza do significado 2. Uso da linguagem 3. Compreensão da linguagem 4. Relação da linguagem com a realidade Leia também: Uma introdução à filosofia da linguagem Quanto a natureza do significado , trata-se de entender o sentido de "significar" , entre as questões abordadas, na busca por melhor compreender a questão, teremos a natureza da sinonímia, as origens do significado e qual o modo pelo qual conhecemos um significado.  Ainda, filósofos da linguagem trabalharão para compreender como sentenças significativa derivam seu significado de partes menores, as palavras de uma frase, para apresentar significados mais amplos, bem como se o significado das frases é redutível ao significado das palavras. Embora seja possível derivar e construir outras explicações, atualmente existem sete explicações principais para o que é um signif...

História: Os Analectos de Confúcio ou Diálogos de Confúcio

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Conhecidos também pelo nome de Diálogos de Confúcio , os Analectos de Confúcio formam o livro de doutrinas de maior importância para o confucionismo, sistema filosófico chinês criado por Kung-Fu-Tzu (Confúcio). A obra é um dos poucos registros confiáveis sobre os ensinamentos de Confúcio e é composta por diversos aforismos que o pensador chinês deixou como legado aos seus discípulos e seguidores. Pode-se dizer que os Analectos de Confúcio foram lidos no Oriente na mesma intensidade que Bíblia foi lida do Ocidente. Leia também: Essência dos Analectos de Confúcio Para entender a importância dos Analectos de Confúcio é necessário saber sobre a vida e a obra de seu autor, que passou sua vida na China entre os anos de 551 a 479 a.C. e influenciou de forma marcante a cultura chinesa, enfatizando os aspectos educacionais e morais relacionados à vida do homem. Apesar de ter sido um pensador influente, Confúcio nada deixou escrito ou registrado. Os Analectos são uma forma de recuperar alguns de...

Língua Portuguesa: O que é Sujeito Indeterminado

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É chamado sujeito indeterminado aquele que, apesar de existir, não pode ser determinado pelo contexto ou pela terminação do verbo.  Leia também: Como escrever, acentuar e falar corretamente as palavras e expressões. Ele tem como função expressar alguma situação: a. situação na qual é desconhecido o sujeito; b. situação na qual não interessa a identificação do sujeito; c. situação na qual a identificação do sujeito é irrelevante; d. situação onde o sujeito não é identificado, e não pode ser o ouvinte, ou estar relacionado a ele; e. situação onde o sujeito não é identificado, mas que denota envolvimento, nosso ou o do ouvinte, com ele; O sujeito indeterminado pode ser identificado a partir da terceira pessoa do plural dos verbos, pela terceira pessoa do singular dos verbos seguida do pronome ou índice de indeterminação do sujeito “se”, ou ainda, pela terceira pessoa do singular sozinha. Sujeito indeterminado com verbo na terceira pessoa do plural Além de estar na terceira pessoa...

A Literariedade - Jonathan Culler

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Que é literatura? Esta pergunta, que parece impor-se como a pergunta base dos estudos literários e como o objeto primordial da teoria literária, pode ser compreendida de diferentes maneiras: em primeiro lugar, como uma pergunta sobre a natureza geral da literatura. Que tipo de objeto ou de atividade é a literatura? Para que serve? Por que estudá-la? Qual o seu lugar na diversidade das atividades humanas? Compreendida desta maneira, se trataria de uma pergunta não de definição, mas de caracterização, e isto porque interessaria a todos os que se ocupam da literatura e queriam saber por que se dedicar a esta atividade e não a outra. Mas o que é literatura? Também pode significar o que distingue literatura das outras coisas: o que é que a distingue dos outros textos, das outras representações? O que a distingue dos outros produtos do ser humano ou das outras práticas? Perguntar-se qual é ou quais são a ou as qualidades distintivas da literatura é colocar a pergunta da literariedade: qual é...

A Etnomatemática e Seus Pressupostos Históricos

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A Etnomatemática não se trata de um método de ensino nem de uma nova ciência, mas de uma proposta educacional que estimula o desenvolvimento da criatividade, conduzindo a novas formas de relações interculturais. Leia também: Etnomatemática: saberes do campo Historicamente, a palavra  Etnomatemática  surgiu na década de 70, com base em críticas sociais acerca do ensino tradicional da Matemática, como a análise das práticas matemáticas em seus diferentes contextos culturais. Tendo Ubiratan D’Ambrósio como precursor e idealizador aqui no Brasil. A palavra foi cunhada da junção dos termos  techné ,  mátema  e  etno . E acrescenta-se que: Tem seu comportamento alimentado pela aquisição de conhecimento, de fazer (es) e de saber(es) que lhes permitam sobreviver e transcender, através de maneiras, de modos, de técnicas, de artes ( techné  ou 'ticas') de explicar, de conhecer, de entender, de lidar com, de conviver com ( mátema ) a realidade natural e sociocult...

Livro O crime do Padre Amaro de Eça de Queirós PDF

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Baixe Gratuitamente! O crime do Padre Amaro de Eça de Queiroz Esta obra não poderia faltar em nosso Blog, não é mesmo? O primeiro romance de Eça de Queirós , trata-se de um romance de tese, ou seja, uma obra escrita com o intuito de comprovar uma teoria científica ou filosófica. Veja também: O crime do padre Amaro: Com questões comentadas de vestibular Para quem gosta de literatura de época e que está habituado a ler os outros textos de Eça de Queirós vai gostar bastante!  No livro, o autor tece duras críticas ao clero e à burguesia da época, num retrato fiel e documental da sociedade contemporânea que marca a chegada do Realismo a Portugal. Pelo seu conteúdo, o livro causou uma grande polêmica quando foi publicado, tendo se transformado numa das obras-primas da literatura portuguesa. Deixe aqui o seu comentário, para saber se você está gostando desse tipo de post. Baixe e leia agora, clique aqui.

Filosofia: Apologia de Sócrates (Explicado)

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“Apologia de Sócrates” é uma obra literária escrita pelo filósofo Platão (424/423 a.C. – 348/347 a.C.) na qual o autor exprime sua versão da defesa feita por outro filósofo, Sócrates , em seu próprio julgamento, onde está sendo acusado de corromper a juventude e de não aceitar os deuses que são reconhecidos pelo estado, introduzindo novos cultos. A Apologia (ou defesa) de Sócrates de autoria de Platão é um dos primeiros relatos da defesa de Sócrates em meio ao famoso julgamento que resultou na sua morte por ingestão de cicuta, poderoso veneno. Várias outras “Apologias” seriam elaboradas nos anos seguintes, destacando-se ainda a feita por Xenofonte. A primeira questão evidente na obra é se as palavras que Platão "coloca" na boca de Sócrates seriam as mesmas proferidas em concreto perante o Tribunal de Atenas ou na verdade refletem o pensamento de Platão em relação às injustiças sofridas por Sócrates. Na visão de Platão, Sócrates havia sido vítima do poder do discurso político,...

Filosofia: O que é Contrato social ou Contratualismo?

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O contratualismo é uma abordagem da ética e filosofia política com base na teoria dos contratos sociais. Assim sendo, são chamados de “contratualistas” os filósofos que buscaram explicar a origem da sociedade e o fundamento do poder político em um contrato social entre os indivíduos (seja ele implícito ou explícito), marcando o fim do estado natural e o início da vida social e política. Os mais conhecidos contratualistas são: Hobbes, Locke e Rousseau Os principais nomes dessa forma de filosofia política são os ingleses Thomas Hobbes e John Locke e o francês Jean Jacques Rousseau, que viveram entre os séculos XVI e XVIII. Chegando a diferentes conclusões, os três contratualistas afirmavam que a origem do Estado e da sociedade está num contrato social: anteriormente, as pessoas teriam vivido em um estado de natureza, mas através de um pacto firmado entre a maioria dos indivíduos de uma comunidade foram estabelecidas as regras de convívio social e instauradas as instituições do poder pol...

Língua Portuguesa: O que é Sentença (Frase)

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A sentença , também denominada “frase” , é um enunciado de sentido completo, a unidade mínima de comunicação. (Cunha e Cintra, 2008, p.133). Sob esse prisma, pode ser composta de apenas uma palavra ou de muitas palavras. - Parabéns! Trata-se de uma sentença, que acompanhada pelo sinal de exclamação, reforça o seu caráter afetivo. Leia tammbém: COMO ESCREVER E LER UMA SENTENÇA - UM GUIA DE ESTILO E ARGUMENTAÇÃO PARA CRIAR FRASES DE IMPACTO - Que pena! Ele estudou tanto para o concurso, contudo não foi aprovado. Nesse caso, a primeira sentença indica uma lamentação e a segunda, constituída de duas orações, explica o porquê da lamentação. A construção eficiente de sentenças é fundamental para que o ato comunicativo seja concretizado, sobretudo, no âmbito da escrita formal. Serão elencados, a seguir, exemplos de sentenças que apresentam algumas inadequações, no que concerne à norma culta da Língua Portuguesa. Veja: a) Referência inapropriada ao sujeito: - Está na hora dos jogadores entrar...

Língua Portuguesa: O que é Verbo Intransitivo

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O “verbo intransitivo” : verbo significativo (núcleo do predicado), cujo sentido é completo. A ação restringe-se ao verbo. Por isso, não exige a presença de complementos. A própria terminologia em si constitui-se de um prefixo indicador de negação “in” .  Veja também: O estudo dos verbos na educação básica Sob esse aspecto, “intransitivo” é aquilo que não transita. Não há a transição da ideia verbal para o seu complemento. Ex. - Durante a madrugada, o cachorro  latiu  ferozmente. É válido explicar que, na frase acima, a palavra “ferozmente” não foi empregada para completar o sentido do verbo intransitivo “latir”. O seu objetivo é indicar o modo com que o cachorro estava latindo. Já o trecho deslocado para o princípio da frase “durante a madrugada” tem o propósito de revelar o tempo em que ocorreu a ação verbal.  Nessa perspectiva, é importante ressaltar que o verbo intransitivo pode vir, sim, acompanhado de determinadas palavras ou expressões, cuja presença não é obr...

Língua Portuguesa: Objetos Constituídos por Pronome Oblíquo

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Os pronomes oblíquos assumem geralmente a função de complementos verbais (OD/OI). Leia também: Bechara para concursos - Conhecer a língua O(s)= Objeto Direto A(s)=OD LO(s)=OD LA(s)=OD NO(s)=OD NA(s)=OD LHE(s)=objeto indireto ME, TE, SE, NOS, VOS = podem ser tanto obj. direto como indireto. Para analisá-los corretamente, basta verificar se eles completam o sentido de um verbo transitivo direto ou um verbo transitivo indireto. Ex.: - O pai deixou-as em casa. Deixar = Verbo transitivo direto As = Objeto direto - Espero-te na estação. Esperar = VTD Te = OD - Pertencem-te todos aqueles presentes. Pertencer = VTI Te= OI - Não me convidaram. Convidar = VTD Me = OD - Isso me convém. Convém = VTI Me = OI -O trovão abalou-o. (OD) - Respondi-lhe tudo. (OI) - Eles nos amam. Amam = VTD Nos = OD - Eles nos obedecem. Obedecer = VTI Nos = OI - Ninguém me encontrou. (OD) - Ninguém me pagou. (OI) - Chamaram-na para a reunião. (OD) - Irei vê-los mais tarde. (OD) Fontes: SACCONI , Luiz Antônio Gramática ...